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Prática budista para que serve?

Posted on 16/04/202616/04/2026 by Edmir Ribeiro Terra

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Nosso mundo é, na realidade, uma delusão. Se nos apegarmos a ele, nasceremos e morreremos, nasceremos e morreremos, infinitamente. As distrações e emoções que surgem neste mundo são meramente coisas fabricadas, delusões. Se não as reconhecermos como delusões, continuaremos a nos apegar ao ciclo de renascimento, nascer e morrer.

Portanto, quando o Buda e os Arhants viram a verdade dessa delusão, eles puderam se libertar e não renascer novamente. Porque o Buda sabia que nada é “EU” ou “Meu”. Os Arhants também sabiam o mesmo; nada é “EU” ou “Meu”. Portanto, suas mentes puderam ser libertadas.

Se quisermos nos libertar do sofrimento, não há outro caminho senão ter Atenção Plena e sabedoria para conhecer a verdade. Mas esse conhecimento não pode ser encontrado em livros, nem pode ser obtido apenas pelo pensamento. É necessária uma mente calma para vê-lo. Esse conhecimento deve surgir de três coisas: Atenção Plena, Concentração (meditação) e Sabedoria.

Atenção Plena é estar consciente do momento presente.
Concentração é a calma da mente.
Sabedoria é ver a verdade como ela é; ver que nem todas as coisas são o Eu, que não existe um “EU”.
Essas três coisas são autoconsciência, calma e a sabedoria para discernir. Essas coisas estão, na verdade, dentro de nós. Até que se manifestem dentro de nós — isto é, até que vejamos claramente essas três coisas: o corpo, o conhecedor e todas as emoções.

O corpo é apenas um corpo; não somos nós, não nos pertence. O conhecedor é apenas o conhecedor; não somos nós, não nos pertence. Todas as emoções simplesmente surgem como são; não somos nós, não nos pertencem. Devemos sempre ver essas três coisas com clareza. Quando as vemos com clareza, a delusão (ignorância) será gradualmente erradicada da mente.

Quando essa ilusão for completamente eliminada, não haverá mais um “EU” para experimentar felicidade ou sofrimento. Portanto, não há EU, não há nascimento, não há morte. Devemos aprender isto: fomos dominados pela delusão por muitas vidas, agarrando-nos à felicidade e ao sofrimento, ao riso e às lágrimas, querendo ser isto ou aquilo. No fim, não ganhamos nada além de sofrimento.

Devemos começar a aprender o Dhamma não para ganhar nada, mas para nos libertarmos do sofrimento. Esta libertação não é para ir a algum lugar, mas para nos libertarmos de nós mesmos. Quando conseguimos nos desapegar do corpo e da Mente, isso é libertação.
A prática da Meditação é simplesmente isto: desapegar-se do corpo e desapegar-se da mente.

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