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Não se empolgue com elogios e críticas

Posted on 07/09/202607/09/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Ajahn Mudito

Não se empolgue com os elogios

Namo tassa bhagavato Arahato sammā Sambuddhassa
Namo tassa bhagavato Arahato sammā Sambuddhassa
Namo tassa bhagavato Arahato sammā Sambuddhassa
Buddhaṁ Dhammaṁ Sanghaṁ namassāmi.

Um dos ensinamentos mais úteis do Buda para o nosso dia a dia é a compreensão e o saber lidar com os chamados fenômenos mundanos. Primeiro, é preciso entender que eles existem e que são normais; sendo assim, devemos aprender a lidar de maneira inteligente com essas características inerentes ao mundo.

Em Pāli, esses fenômenos são chamados de lokadhammā: ter prazer e dor, ganhar e perder, crítica e elogio, e ser bem visto (status) ou ser malvisto pelas pessoas. Alguns deles possuem certas sutilezas de tradução. Por exemplo, em Pāli não sei ao certo, mas em tailandês a palavra para felicidade é a mesma palavra para prazer — eles não diferenciam estas palavras prazer e felicidade. O mesmo ocorre com a palavra sofrimento, onde sofrimento e dor são designados pela mesma palavra. Então, dependendo de como se traduz, pode parecer algo vago.

Você pode entender esses fenômenos como prazer e dor, ou felicidade e sofrimento. Isso faz parte do fato de estar vivo no mundo: você vai experienciar felicidade e sofrimento, assim como prazer e dor. Estando vivo, você também vai vivenciar ganhos e perdas. De vez em quando você ganha, de vez em quando você perde. Isso se aplica a tudo: desde a saúde, amigos e parentes, até dinheiro e oportunidades. De vez em quando, você vai passar no semáforo e ele vai abrir bem na sua vez; em outras, ele vai fechar exatamente quando você estiver para passar.

As coisas são assim mesmo e não há como evitar que sejam. Quanto ao elogio e à crítica: às vezes as pessoas vão te elogiar, às vezes vão te criticar. Não há como controlar isso, porque o que leva as pessoas a te criticarem está fora do seu controle. Por exemplo, se uma pessoa tem ódio de religião, o simples fato de você seguir uma é o bastante para ela te odiar. Não há muito o que fazer a respeito, pois não é algo que esteja sob seu controle.

A pessoa decidiu de antemão que você é uma pessoa ruim por causa da sua religião. Como você vai controlar isso? Não há como controlar o que as pessoas fazem, até porque você não tem acesso a elas. As pessoas estão nas casas delas, assistindo a vídeos na internet e sentindo raiva de você. Não há como controlar isso, nem como adivinhar quem está ou não com raiva, pois não temos acesso a esse tipo de coisa. Faz parte da natureza de algumas pessoas agir assim, e o inverso também é verdadeiro: algumas pessoas, sem justificativa nenhuma, vão achar que você é alguém legal.

Ambos os lados funcionam nesse sentido, aspecto este que está fora do seu controle. Já o quarto fenômeno também possui uma sutileza de tradução: pode ser traduzido como fama (status) e anonimato. No entanto, acho isso pouco provável, porque nem todo mundo fica famoso. Fama e anonimato não são coisas tão universais. Acredito que a tradução mais interessante seja boa reputação e má reputação.

Você também não tem como controlar a reputação. Às vezes, as pessoas vão espalhar fofocas a seu respeito. Você pode se comportar muito bem, mas isso não é o suficiente para garantir que não terá uma má reputação, porque a má reputação é criada pelos outros. Não dá para controlar o que eles fazem. Se sentirem inveja de você, vão olhar com maus olhos e espalhar boatos, adotando uma atitude constante de procurar defeitos. Portanto, este ponto se conecta bastante com o anterior (elogio e crítica).

Esses quatro pares fazem parte do mundo. Se você está no mundo, terá que experienciá-los. Uma pessoa sábia, portanto, não se deixa influenciar por nenhuma dessas opiniões.

Em geral, quando se explica isso, as pessoas só pensam na ideia de não se deixar afetar pelas perdas, não ficar triste com os prejuízos ou não se irritar com as críticas. Ninguém pensa em também não sentir deleite nos ganhos, não se empolgar com os elogios, não se deslumbrar ou ficar orgulhoso da boa reputação, nem em não se apegar ao prazer. Ninguém pensa nisso.

As pessoas só focam em não se deixar abalar pela dor, não se irritar com a crítica e não ficar tristes com a perda. Porém, os dois lados andam juntos. Se você sentir prazer nos elogios, sentirá dor nas críticas: um cria a condição para o outro. Se você se deleita quando te elogiam, vai sofrer quando te criticarem. E se sente dor ao ser criticado, é porque busca o prazer no elogio. Eles andam de mãos dadas; não há como abraçar um e rejeitar o outro.

Mudito
Ajahn Mudito

É o mesmo que pegar uma moeda querendo apenas a cara e rejeitando a coroa: elas são partes do mesmo processo. O mesmo mecanismo mental que gera prazer no elogio é o que gera dor na crítica. Não tem como dizer: “Só vou ativar esse processo quando receber um elogio e desativá-lo quando houver uma crítica”. Você não consegue fazer isso porque esse mecanismo não está sob seu controle direto; é uma condição que você mesmo criou na mente. Ao criar a condição, quando o evento ocorre, o processo é ativado.

O que se pode fazer é desativar esse mecanismo como um todo. É preciso abrir mão, não deixando a mente se empolgar demais com as coisas boas nem se abater com as ruins. Você precisa desenvolver a habilidade de equilibrar a mente. Não é necessário buscar uma equanimidade perfeita, pois a quantidade de esforço exigida para manter a Mente perfeitamente equânime o tempo todo não vale a pena — é muito esforço para pouco resultado. Manter a mente dócil já é o suficiente.

Que a mente seja dócil, bem-comportada e elegante. Tenha uma mente elegante; não precisa ter uma mente perfeita. Elegância e docilidade são suficientes. Ter uma mente tranquila e bem-comportada chega a ser o bastante para ter sabedoria, bem-estar, clareza mental e uma atitude saudável. Não se exige perfeição.

Quem trabalha ou já trabalhou com computadores, programação ou engenharia conhece bem essa lógica: existe uma linha de custo-benefício entre esforço e resultado. Para alcançar 80% de perfeição não se exige tanto esforço, mas, ao se aproximar do final da linha, a curva dispara. Para ir de 80% a 90%, a quantidade de esforço é desproporcional — ganha-se 10% de melhoria para mais de 60% de esforço adicional. E para ir de 90% a 100%, para ganhar esses últimos 10%, o esforço dispara para 130%. É totalmente desproporcional e não vale a pena. Em geral, faz-se 80% e está ótimo; é o mais eficiente.

A perfeição não é a coisa mais eficiente do mundo. Enxergo isso de forma parecida em relação à prática da mente. Se a mente vai atingir a perfeição, não será através do desejo, do esforço obstinado ou desse tipo de processo de purificação. Você não precisa tentar alcançar isso usando o desejo, a volição ou fazendo planos para ficar perfeito. Você simplesmente mantém a prática. É um outro tipo de atitude que se adota para que a mente chegue a esse ponto.

Para uma pessoa normal, é melhor almejar ter uma mente saudável. Essa medida é o suficiente. Essa é a atitude inteligente para quem ainda não é iluminado e não possui uma grande elevação espiritual: almeje uma mente saudável. A mente saudável, por si só, encontrará a maneira correta de buscar a perfeição.

Voltando ao assunto dos quatro lokadhammās, principalmente no que diz respeito a elogio e crítica, boa ou má reputação: uma maneira que recomendo para desmontar a ilusão da importância do que é dito é entender como as pessoas chegam a essas conclusões. Como alguém chega à conclusão de que você é uma pessoa ruim ou boa? É tudo muito frágil, um fenômeno sem real fundamento.

O que faz sentido para alguém depende do seu estado mental. Como eu estava dizendo, às vezes você não fez nada de errado; às vezes, apenas teve sucesso em algo. Às vezes a pessoa te odeia só porque você tem um corpo belo, tem saúde, dois braços, um corpo forte, uma boa expressão e um cabelo bonito. Pronto, a pessoa passa a te odiar. Não tem nada a ver com o que você fez ou conquistou; você apenas nasceu e a pessoa te odeia.

É exatamente como uma pessoa racista: você nasceu e pronto, ela te odeia porque sua cor ou seu cabelo são diferentes. Como é que você vai controlar isso? Não há como. O que faz sentido para alguém depende do seu estado emocional. Se a pessoa está tomada pela inveja, as suas boas qualidades não vão chamar a atenção dela nem sensibilizar a sua mente. Quando você faz algo bom, nem é percebido, pois não é compatível com o estado mental dela. Mas quando você comete um erro, ou faz qualquer coisinha onde seja possível achar um defeito, acende-se uma luz na mente dela: “Olha só, ele fez algo errado!”. Apenas aquilo atrai a atenção.

As coisas boas não têm efeito nenhum para quem está com a mente rancorosa; elas não sensibilizam. Mas, nesse estado rancoroso, qualquer coisa que possa ser interpretada como uma ofensa chama a atenção na hora. Se a pessoa estiver muito rancorosa, até o fato de você coçar a cabeça pode fazer com que ela pense: “Será que ele está com sarna? Que falta de educação, que falta de elegância”. Não tem fim. Não há como controlar, pois as pessoas inventam coisas dependendo do quão cheias de ódio e inveja estão. É infinito.

Se você adicionar a isso pontos de vista iludidos — como a ideia de que apenas pessoas da religião X são boas e as outras não prestam —, pronto. Como argumentar com isso? Não há como. A pessoa chegou a essa conclusão sozinha e você nem participou do processo de criação dessa ideia. Ela já chega com isso pronto; você nunca a viu na vida e ela te odeia só porque você não é da mesma religião. Às vezes você é da mesma religião, mas não frequenta a mesma igreja, e isso já é o bastante para ela achar que você não presta, que não será salvo e que apenas o grupo dela se salvará. Tentar controlar isso é uma total maluquice.

Por outro lado, é preciso ficar bem atento aos elogios. Se o processo da crítica é falso, o dos elogios também é. Se as pessoas olham para você com simpatia, elas terão a tendência de prestar mais atenção nas suas boas ações e deixar os seus erros passarem. Embora olhar com simpatia seja um pouco mais sábio — no sentido de que a pessoa não fica amargurada e não agride a si mesma —, ainda assim não chega a ser sabedoria pura. Trata-se de uma visão enviesada e não se pode tomá-la como verdade absoluta.

Para a pessoa que olha para você com simpatia, pode ser uma vantagem: ela não sente rancor e mantém um estado mental alegre e saudável. Na medida em que você não é uma má pessoa, não há grande malefício nisso. Agora, se você for uma má pessoa e ela olhar para você com simpatia, ela vai se prejudicar: vai se desiludir, se sentir enganada e, se seguir as suas instruções, vai sofrer, cometer maldades, agredir os outros e trilhar um caminho errado por sua causa.

Já no que diz respeito a quem é criticado ou elogiado: supondo que você seja uma boa pessoa e alguém te elogie, isso não traz malefício para quem elogiou, mas para você que recebe o elogio ainda existem perigos. Se você se deixar seduzir pela vaidade, tirar deleite dela ou começar a construir sua percepção da realidade com base nessas falas (“você é fantástico, muito bom, excelente”), você criará sua realidade em cima disso. Isso é uma ilusão, pois aquela pessoa não sabe se você é realmente fantástico; ela diz isso apenas porque gosta de você. Será que é verdade mesmo? Não serve como base para a realidade. Portanto, não é inteligente se deleitar com elogios.

É preciso ficar atento à própria mente: se as pessoas te elogiam, não a deixe se empolgar demais; se te criticam, não a deixe se deprimir. Você precisa ter recursos internos para processar isso. Quando alguém te criticar, pense: “Tudo bem, faz parte. Talvez a pessoa esteja certa, talvez eu realmente não seja tão bom assim”. Mas se for algo que a pessoa inventou sozinha, pare e reflita: “Quem é que está me criticando?”.

Por exemplo, suponha que eu tenha uma presença pública na internet e, do nada, alguém comece a me criticar severamente dizendo que sou horrível. Eu paro e penso: “Espera aí, quem é essa pessoa? Ela nem me conhece”. Não tem como aquela crítica ser válida; não dá para dar ouvidos a alguém que não me conhece e simplesmente chega me criticando do nada. Se você não ficar atento, acaba se agarrando àquilo. Mas cabe analisar: “Isso faz sentido? Em que se baseia essa crítica? Eu fiz alguma coisa?”. Se não há fundamento ou ação que a justifique, a pessoa está criticando apenas porque tem uma visão de mundo específica na qual eu não presto. Mas eu também tenho o direito de ter minha própria visão de mundo. Não dá para proibir os outros de terem opiniões, assim como você também não precisa guiar sua vida pela opinião alheia.

Isso também vale para os elogios: se a crítica geralmente vem de um estado de ilusão, é preciso investigar se nos elogios também não há algum nível disso. Se você é uma boa pessoa e se comporta bem, a tendência natural é que as pessoas te elogiem. Não é garantido, mas é a tendência. Faz parte. O ponto é que você não deve se deleitar, mas tampouco adianta tentar evitar que te elogiem ou te critiquem. Não é questão de evitar, nem de se agarrar ou tentar bloquear. As pessoas vão elogiar e vão criticar; faz parte da vida.

Se você ouvir algo de valor no elogio ou na crítica, ótimo: aproveite e use aquilo. Mas mantenha sempre uma dose de desconfiança e não leve as coisas tão a sério, principalmente dependendo de quem vem. Se for alguém que você sabe que não é muito sábio, não importa se está te elogiando ou criticando — não há por que levar a sério o que essa pessoa diz. Agora, se for uma pessoa sábia que te critica ou elogia, aí sim vale a pena parar, absorver e refletir: “Isso aqui vale a pena pensar a respeito. Vale a pena levar essa crítica ou esse elogio a sério”.

Com a reputação é a mesma coisa. O processo é o mesmo, só que em um contexto mais difuso, envolvendo um grupo de pessoas em vez de alguém te criticando diretamente. As pessoas estão comentando, falando bem ou mal de você, e não há como controlar isso. É ainda mais difícil de controlar porque elas estão conversando entre si. Não dá para chegar e mandar pararem; é assunto delas.

É nesse sentido que ter um “dispositivo mental” como a compreensão do kamma (karma, em sânscrito) é muito útil, pois oferece um recurso para processar essas situações. Se estão te criticando ou espalhando fofocas, você pode pensar: “Talvez seja o meu kamma“. Assim, você mantém a mente tranquila e serena, sem se deixar agitar. As críticas que fazem a seu respeito não se tornam realidade por si sós. Mas, se você deixa a mente se agitar, fica raivoso, fala mentiras, age de forma agressiva e comete maus atos, a sua mente fica feia, você age de forma feia e, aí sim, aquelas críticas acabam se tornando realidade.

Se você adota a atitude de encarar a vida como ela é, saberá lidar com as situações: “Se me elogiam, lido com os elogios; se me criticam, lido com as críticas”. Você simplesmente segue em frente, sem ficar parado esperando as coisas ficarem de um jeito ou de outro. Se me criticarem ou me elogiarem, extrairei algo bom disso.

Suponhamos que as pessoas comecem a me criticar a ponto de interferir no meu trabalho como professor — eu dou aulas, faço palestras e as pessoas ouvem. Se algo sair do controle e alguém espalhar uma fofoca que vire um escândalo, dizendo que não presto, que ninguém deve ouvir minhas palestras ou ajudar o mosteiro, e todo mundo for embora… A minha prática agora será lidar com isso. Não vou deixar que afete minha mente, pois minha prática é manter uma mente saudável. O que quer que a vida apresente, eu tomo aquilo e trabalho com isso. Quando me elogiavam, minha prática era manter a mente saudável e serena durante os elogios; quando me criticam, minha prática é mantê-la serena e tranquila durante as críticas. A postura das pessoas muda, mas a minha prática continua a mesma.

Eu vivenciei muito isso com o mestre Ajahn Poh Piak. Durante os primeiros cinco anos em que morei com ele, ele nunca me elogiou — só me criticava direto. A qualquer oportunidade, ele fazia chacota e me criticava. Mas eu tomava aquilo como uma prática. Toda vez que ele me criticava, eu fixava minha mente e não a deixava ficar agitada. Quanto mais ele me criticava, mais tranquila, serena e firme minha atenção ficava. Eu usava aquilo como treino, e acredito que a intenção dele era justamente essa.

Depois de um tempo, ele mudou: parou de criticar e começou só a me elogiar. Continuei fazendo a mesma coisa. Quanto mais ele me elogiava, mais firme eu deixava a mente, sem vacilar, sem deixá-la “alegrinha” ou se levar pelo deslumbre. Mantinha a mente firme e tranquila, focando a atenção na respiração. Ele fez isso por um tempo — primeiro só criticou, depois só elogiou — e depois parou. Imagino que tenha ficado satisfeito e pensado: “Está bom, esse cara já entendeu, não precisa mais disso”. Hoje em dia é tranquilo: conversamos normalmente, damos risada e contamos piadas. Mas durante um bom tempo foi assim, e tomar isso como prática foi extremamente útil para mim.

Se eu não tivesse passado por isso, talvez não conseguisse lidar com o desafio de vir morar aqui e administrar este mosteiro. Eu saí do meio do mato, literalmente de um kuti (cabana) onde não tinha nada para fazer. Passava o dia inteiro lá, saía apenas para buscar comida e voltava; não falava com ninguém, ficava na minha. Sair de lá e cair em uma realidade onde preciso lidar com pessoas e gerenciar um grupo exige muito.

Pelas características da nossa localização, não temos muitos recursos locais. Tivemos a visão de que, para reunir pessoas suficientes e tocar este projeto, precisaríamos colocar os ensinamentos na internet. Não dá para fazer como em Portugal, por exemplo. Lá, os monges não fazem esforço para colocar ensinamentos na internet porque não sentem necessidade; há pessoas suficientes que vão até o mosteiro e oferecem suporte. Eles estão a 40 minutos de Lisboa, por uma estrada excelente, onde é muito fácil ir no sábado de manhã e voltar no mesmo dia, além de haver uma comunidade tailandesa local que ajuda.

Aqui, estamos a cinco horas de viagem de qualquer cidade grande, a estrada é ruim e não há tailandeses na região. Precisamos colocar as coisas na internet porque as pessoas não conseguem vir aqui com facilidade. Para isso, é preciso ter a cabeça fria e ficar muito atento aos elogios e às críticas. Ajahn Chah também ensinava muito isso: é um dos ensinamentos mais básicos. Tomar isso como prática, ficar atento às críticas e aos elogios, e apaziguar a mente.

O mesmo vale para ganhos e perdas: é preciso ter inteligência para apaziguar a tristeza e manter a mente dentro dos limites. É bom ter elegância, tranquilidade e segurança quando essas situações surgem. Ter inteligência e destreza mental para não ser afetado por perder e ganhar, elogios e críticas, boa e má reputação, prazer e dor é fundamental.

Muitos dos problemas psiquiátricos que as pessoas desenvolvem vêm desde a infância, por não saberem lidar com a alegria e com a tristeza. Às vezes, as crianças são torturadas emocionalmente e os adultos acham engraçado ver a criança sofrer ou tomar sustos. Elas não aprendem a processar a crítica e o elogio com inteligência. Se fomos agredidos quando crianças, devemos procurar quebrar esse padrão de comportamento. Isso é muito mais importante do que se pensa. Deveriam ensinar as crianças a não deixarem a mente se empolgar demais nem se reprimir, pois hoje se estimula um entusiasmo extremo por ganhos e felicidades momentâneas, o que acaba gerando extrema tristeza depois. Devemos saber corrigir o nosso comportamento. Por hoje é isso.

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