Skip to content
Menu
Theravada
  • Início
  • News
  • Fundamentos
  • Livros
  • Cânticos
  • Galeria
  • Links
  • Dana
  • Fotos
    • Monges
    • Selos
    • Mosteiros
  • Sobre
Theravada
Imagem gerada por IA.

Gotas do Dhammapada

Posted on 09/06/202609/06/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Sutta Pitaka – Ajahn Lee Munindo

Dhammapada 91, 95, 120, 142, 223, 256

(Verso 91) Aqueles que são conscientes esforçam-se. Eles não estão apegados a lar algum, como cisnes que abandonam o lago, eles deixam para trás casa após casa.

(Verso 91) Atentos às necessidades da jornada, aqueles que caminham em consciência, tais cisnes, levantando-se do lago em voo planado, deixam para trás os seus locais anteriores de repouso. (Ajahn Munindo)

Comentários – É tempo de avançar. Até podemos sabê-lo em determinado nível, mas existe outra parte de nós que continua a resistir. Se tentarmos abrir mão por acharmos que o devemos fazer – ao invés de descobrirmos renovada inspiração – irá haver resistência. Mas experienciar desapontamento não é um problema enquanto estivermos cientes das verdadeiras necessidades do nosso coração. A nossa mais profunda necessidade é libertarmo-nos da ignorância.
Não existe lugar algum onde possamos verdadeiramente repousar enquanto não nos consciencializarmos de quem somos. Este caminho da consciência tem o poder de transformar absolutamente tudo em compreensão. Cisnes planando indica – ausência de resistência.

(Verso 95) Não existe mais existência mundana para o sábio que, como a terra, de nada se ressente, que é firme como um pilar alto e tão puro como um poço profundo livre de lama.

(Verso 95) Tal como a terra também eles não reagem adversamente; intocáveis pelo ódio, inabaláveis como um pilar, imperturbáveis e claros como um lago transparente. Para tais seres não haverá retorno. (Ajahn Munindo)

Comentários – O Buddha viveu neste mundo tal como nós. Apesar de todo o rebuliço ele realizou umestado de imperturbabilidade – ‘tornar-se paciente como a terra’. Independentemente do que nela se derrame, queime ou faça a terra continua a ser como é e a fazer o que faz. A persistência paciente não é uma opção fraca; dá força e gentileza. Com uma persistência paciente descobrimos a capacidade de permitir que a nossa experiência do momento presente simplesmente seja, até que com ela aprendamos o que tivermos de aprender.

(Verso 120) Tudo pode correr mal com aquele que faz o bem, enquanto o bem não amadurece. Mas quando o bem amadurece, então o benfeitor vê (bons resultados) as suas boas ações.

(Verso 120) Até os que vivem vidas dignas podem experienciar sofrimento, enquanto os seus atos ainda não tiverem produzido frutos diretos. Contudo, quando os frutos das suas ações amadurecerem alegres consequências serão inevitáveis. (Ajahn Munindo)

Comentários – Confiar em princípios verdadeiros não é sempre fácil. Ir atrás da opinião pública nem sempre é sábio. Se não nos deixarmos dissuadir por dúvidas ou meras especulações iremos ver como as nossas mais profundas questões nos conduzirão à compreensão. Confiança é uma força transformadora, assim como a paciência. É quase inimaginável conceber como éque umcarvalho nascede uma bolota.
Mas a verdade é que nasce! Precisamos de confiança. Precisamos de paciência. Assim como as árvores, estas forças transformadoras podem ser cultivadas e inspirar-nos em direção ao que é interiormente grandioso e inerentemente livre de todo e qualquer sofrimento.

(Verso 142) Mesmo que se apresente ricamente vestido, se for calmo, controlado e estabelecido na vida santa, tendo posto de lado a violência contra todos os seres – esse, verdadeiramente, é um homem santo, um renunciante, um monge.
(Buddharakkhita)

(Verso 142) Uma aparência externa extravagante não constitui por si só um obstáculo à liberdade. Um coração pacífico, puro, treinado, desperto e inocente é o que distingue um ser nobre. (Ajahn Munindo)

Comentários – As formas externas não são o que realmente importa. O Buddha apontou sempre para o coração, o local no qual nos precisamos de focar. Ele enfatizou isto devido ao facto de muito facilmente o esquecermos, por estarmos demasiado preocupados com a aparência das coisas. Este verso refere-se a um homem leigo embriagado, em estado de choque devido a uma enorme decepção. Os ensinamentos do Buddha, ao apontarem directamente para o que é realmente importante, transformaram o seu desespero; ao invés de desesperar completamente ele realizou a paz incondicional.
Quando a nossa prática está focada somente nas formas e aparências, o espírito fica comprometido. Por exemplo: esforçarmo-nos demasiado para obter a derradeira explicação dos Cinco Preceitos pode impedir-nos de perceber as intenções pordetrás das ações. A forma dos Preceitos existe para que possamos estar conscientes da nossa motivação. Quando praticamos os preceitos de forma correcta eles servirão o seu verdadeiro propósito. Ser nobre é viver corretamente.

(Verso 223) Supera a raiva com a serenidade; supera a maldade com a bondade; supera a avareza com a generosidade; supera a mentira com a verdade.

(Verso 223) Transformem o ódio através da doçura e o mal através do bem, a maldade através da generosidade e a mentira através da integridade. (Ajahn Munindo)

Comentários – Quando temos frio encontramos uma forma de nos aquecermos, não nos sujeitando assim a mais frio. Quando temos fome comemos, não nos privamos continuamente de comer. Se estamos zangados não eliminamos a zanga com raiva. Ao invés disso tentamos ser gentis para com esse alguém que sofre de ódio. Se testemunhamos ações maldosas ou erroneas e refreamo-nos de impulsos de rejeição e julgamento em relação àquele que as praticou, geramos bondade sincera. Aos que acreditam que a malvadeza do Ego é o caminho para o contentamento, oferecemos generosidade. E para aqueles que exercem a mentira, dizemos-lhes a verdade. Isto pode não ser fácil, mas é o caminho da transformação.

(Verso 256) Não é por fazer juízos arbitrários que um homem se torna justo; um homem sábio é aquele que investiga tanto o certo como o errado.

(Verso 256) Decisões arbitrárias não fazem justiça. Tendo ponderado sobre o bem e o mal o sábio decide.
(Ajahn Munindo)

Comentários – Encontras-te sob pressão para tomar uma decisão. Será possível permanecer calmo e descontraído quando os outros quiserem que decidas a seu favor? Consegues ficar imparcial e tomar uma decisão justa? De que forma defendemos os nossos pontos de vista?
Ter opiniões fortes pode parecer ótimo, pode sugerir confiança. Contudo, tal é a natureza do fundamentalismo, assim como propor respostas simples para questões complexas.
Opiniões rígidas e soluções simplistas não são aspectos de uma Mente ampla, uma mente que consegue ter em consideração todos os aspectos de um dilema. Normalmente leva tempo até se chegar a uma deliberação equilibrada, após ter-se ponderado minuciosamente. Também requer capacidade de ouvir a partir de um ponto de quietude interior. Se estamos mentalmente a preparar a nossa refutação, não estamos realmente a ouvir.

Post Views: 10

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Categorias

  • Cânticos
  • Dana
  • Fotos
  • Fundamentos
  • Galeria
  • História
  • Links
  • Livros
  • Monges
  • Mosteiros
  • News
  • Selos
  • Textos

Pix de Apoio

edmirterra@gmail.com

©2026 Theravada | Powered by Superb Themes