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Buddham Saranam Gacchami – Me refugio no Buda

Posted on 29/04/202629/04/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Ajahn Lee Dhammadaro

Normalmente, para que o mundo experimente felicidade e harmonia, é necessário que haja um ensinamento ou tradição geralmente respeitada como boa. Sendo assim, surgem os bodhisattvas – pessoas que desenvolvem a bondade em grande escala com o objetivo de alcançar o despertar correto. Uma vez que atingem esse objetivo, são chamados de ‘Budas’, Iluminados. Para que os bodhisattvas tenham sucesso dessa maneira, eles precisam se dedicar a aperfeiçoar dez qualidades:

1. Dāna-pāramī: generosidade.
2. Sīla-pāramī: virtude.
3. Nekkhamma-pāramī: renúncia à sensualidade (e à vida doméstica).
4. Paññā-pāramī: a busca pelo discernimento.
5. Viriya-pāramī: persistência.
6. Khanti-pāramī: resistência, paciência.
7. Sacca-pāramī: veracidade.
8. Adhiṭṭhāna-pāramī: determinação.
9. Mettā-pāramī: benevolência.
10. Upekkhā-pāramī: equanimidade (em casos apropriados, ou seja, em áreas que estão além do controle de alguém).

Essas dez perfeições são os fatores que permitem a um bodhisattva ter sucesso em se tornar um arahant, um Puro, no mundo. Uma vez que ele atinge esse estado, três qualidades – chamadas virtudes atualizadas – surgem em seu coração:

Essas dez perfeições são os fatores que permitem a um bodhisattva ter sucesso em se tornar um arahant, um Puro, no mundo. Uma vez atingido esse estado, três qualidades – chamadas virtudes atualizadas – surgem em seu coração:

Visuddhi-guna: pureza.
Paññā-guna: discernimento aguçado.
Karuṇādhiguṇa: compaixão por todos os seres vivos do mundo.

Essas qualidades permitem ao Buda ensinar o Dhamma de maneira benéfica. Sua conduta nessa área é de três tipos: tendo alcançado seus próprios objetivos (attattha-cariyā), ele age em benefício de todos os seres vivos do mundo (lokattha-cariyā) e ensina o Dhamma ao seu próprio círculo de parentes (ñātattha-cariyā).

Existem três aspectos do Buda:

1) O aspecto físico – o corpo (propriedades [dhātu], agregados [khandhā] e meios sensoriais [āyatana]), que é o aspecto externo do Buda, chamado Buddha-nimitta, ou o símbolo do Buda. (Isso é como a casca de uma árvore.)

2) As boas práticas que ele seguiu – como a virtude, a concentração e o discernimento, que são aspectos de sua atividade. Estas são chamadas de dhamma-nimitta do Buda, símbolos de sua qualidade interior. (Estas são o alburno.)

3) Vimutti – a libertação da ignorância, do desejo, do apego e do karma; alcançar o nibbāna, a qualidade suprema, uma qualidade que não morre (amata-dhamma).

(Este é o cerne, ou a essência do Buda.)

Uma pessoa de pouca inteligência usará a casca da árvore para construir sua casa; uma pessoa de inteligência mediana usará o alburno; enquanto uma pessoa de inteligência aguçada construirá sua casa com o cerne. Assim é com aqueles de nós que buscamos refúgio no Buda: somos como os três tipos de pessoas que usam madeira para construir suas casas. Mas, em qualquer caso, estamos em melhor situação do que as pessoas sem um lar. Como ratos ou lagartos que precisam viver nos ocos das árvores e correm perigo se as pessoas atearem fogo nelas: se depositarmos nossa confiança em nossos corpos, em nossos bens materiais ou em nosso sustento, não teremos refúgio quando o fogo da morte nos alcançar.

Ou como quando um barco afunda no meio do oceano: uma pessoa sem colete salva-vidas corre sério perigo. Por essa razão, devemos nos instruir para encontrar um refúgio que nos beneficie tanto nesta vida quanto nas vidas futuras.

Outra comparação: os sábios do passado usavam o termo Buddharatana, comparando o Buda a uma joia. Existem três tipos de joias: gemas artificiais; pedras preciosas, como rubis ou safiras; e diamantes, que são considerados os mais preciosos. Os aspectos do Buda podem ser comparados a esses três tipos de joias. Depositar confiança no aspecto externo – o corpo do Buda ou imagens feitas para representá-lo – é como se enfeitar com gemas artificiais. Mostrar respeito pelas práticas seguidas pelo Buda, cultivando-as em nós mesmos, é como se enfeitar com rubis e safiras. Alcançar a qualidade da imortalidade é como se vestir de diamantes da cabeça aos pés.

Mas não importa que tipo de joias usemos para nos enfeitar, estamos em melhor situação do que os selvagens que andam por aí pendurando ossos de animais ou ossos humanos no pescoço, que parecem desleixados e – além disso – certamente serão assombrados pelos ossos que carregam. Os ossos, aqui, representam nossos próprios ossos, ou seja, nosso apego ao corpo como sendo realmente nosso. Na verdade, nosso corpo provém, em grande parte, dos corpos de outros animais – os alimentos que ingerimos – então, como podemos considerá-lo seriamente como nosso? Quem insiste em considerar o corpo como seu deve ser chamado de selvagem ou vigarista – e, como vigarista, está fadado a receber punição proporcional ao crime.

Portanto, devemos considerar o corpo como dinheiro emprestado por toda a vida, para ser usado como capital. E devemos buscar lucros para nos libertarmos de nossas dívidas, buscando outra forma melhor de bondade: as qualidades do Buda que ele deixou como ensinamentos para todos os seus seguidores. Essas qualidades, resumidamente, são:

1. Sāti: a atenção Plena contínua (vigília) encontrada nos fatores de jhāna.
2. Paññā: o discernimento intuitivo que vem do desenvolvimento da mente em concentração.
3. Vimutti: libertação da impureza.

Essas são qualidades que todos os budistas devem desenvolver em si mesmos para alcançar o despertar, seguindo o exemplo do Buda, tornando-se Sāvaka Budas (Discípulos de Buda), uma oportunidade aberta – sem exceção e sem restrições de tempo ou lugar – a todos que seguem seus ensinamentos.

Os budistas que reverenciam o Buda em todo o sentido da palavra devem ter consigo dois tipos de símbolos, que servem como lembretes de sua tradição:

1. Buddha-nimitta: representantes do Buda, como imagens de Buda ou estupas onde são colocadas relíquias do Buda. Esse tipo de lembrete é como a bandeira de uma nação.

2. Buddha-guṇa: as qualidades que formam o símbolo interno do Buda, ou seja, a prática correta de seus ensinamentos. Quem se posiciona dessa maneira certamente será vitorioso tanto interior quanto exteriormente, a salvo de inimigos como a tentação e a mortalidade.

A bandeira de nossa nação e o povo de nossa nação são duas coisas diferentes. Assim como nossa bandeira só terá valor se o povo de nossa nação for bom e preservar a plenitude das qualidades da nação, também nós, budistas, devemos respeitar tanto nossa bandeira – imagens do Buda – quanto as qualidades do Buda se quisermos nos tornar bons budistas. Caso contrário, sofreremos por não termos cumprido nossas responsabilidades.

Para dar um exemplo, nós, tailandeses, para sermos tailandeses em seu sentido pleno, precisamos possuir uma série de qualificações: a capacidade de falar e ler tailandês, familiaridade com os costumes e tradições tailandesas, a capacidade de nos beneficiarmos (attattha-cariyā) e de disseminar esses benefícios para ajudar a cuidar das necessidades de nossos pais, cônjuges e filhos (ñātattha-cariyā). E não só isso: se tivermos a capacidade e a energia – física, mental, financeira ou a energia de nossas virtudes – devemos expandir esses benefícios para ajudar outros grupos em geral, nossos companheiros na felicidade e no sofrimento, em toda a nação (lokattha-cariyā).

Isto é o que significa ser tailandês em todo o sentido da palavra. Da mesma forma, nós, que reverenciamos as imagens do Buda e suas boas qualidades, devemos tê-las conosco em todos os momentos, se quisermos receber todos os benefícios que advêm do respeito aos ensinamentos do Buda e manter a paz e o bem-estar dos budistas em geral.

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