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Theravada

Theravada – origem desta escola budista

Posted on 14/05/202614/05/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Tipitaka

A “Doutrina dos Anciãos” 

Theravada ( Pali: thera “anciãos” + vada “palavra, doutrina” ), a “Doutrina dos Anciãos”, é o nome da escola de Budismo que tem suas escrituras no Cânone em Pali ou Tipitaka, que os acadêmicos em geral aceitam como sendo o registro mais antigo dos ensinamentos do Buda.

No livro Essence of the Heart Sutra o Dalai Lama menciona que: ‘It is very important to understand that the core teachings of the Theravada tradition embodied in the Pali scriptures are the foundation of the Buddha’s teachings.’ (Em resumo os ensinamentos do Theravada contêm os ensinamentos fundamentais do Buda).
B. Alan Wallace, num artigo da Revista Mandala em Outubro de 2010, diz que “Apesar das muitas diferenças importantes entre as escolas Theravada, Mahayana e Vajrayana, os Budistas tradicionais de todas as escolas reconhecem que os suttas em Pali são o registro incontestado dos ensinamentos do Buda” (Despite the many important differences among Theravada, Mahayana, and Vajrayana schools of Buddhism, traditional Buddhists of all schools recognize the Pali suttas as being the most uncontested records of the Buddhas teachings).

Por muitos séculos, o Theravada tem sido a religião predominante no Sri Lanka, Myanmar, (antiga Birmânia), e Tailândia; atualmente o número de Budistas Theravada em todo o mundo excede 100 milhões de pessoas. Em décadas recentes o Theravada começou a fincar suas raízes no Ocidente – principalmente na Europa e nos Estados Unidos.

Os muitos nomes do Theravada 

O Budismo Theravada é identificado através de muitos nomes. O próprio Buda chamava a religião que ele criou de dhamma-vinaya, “a doutrina e a disciplina,” referindo-se aos dois aspectos fundamentais do sistema de treinamento ético e espiritual que ele ensinava. Devido à sua histórica predominância no sul e sudeste da Ásia ( Sri Lanka, Birmânia, Tailândia, Laos, Cambodja), o Theravada também é identificado como o “Budismo do Sul” em contraste com o ” Budismo do Norte” que migrou da Índia para o Norte em direção à China, Tibete, Japão e Coréia.

O budismo Theravada também é frequentemente identificado com “Hinayana” (o “Veículo Menor/Inferior”), em contraste com o “Mahayana” (o “Veículo Maior/Superior”), que em geral é o sinônimo para o Budismo Tibetano, Zen, Ch’an e outras expressões do Budismo no Norte da Ásia. O uso do termo pejorativo “Hinayana” tem sua origem nos primeiros cismas que ocorreram na comunidade monástica e que acabaram resultando no surgimento do que mais tarde se converteria no Mahayana. Muitos acadêmicos utilizam a denominação Hinayana despojada de qualquer intenção pejorativa.

Pali: o idioma do Theravada 

O idioma dos textos canônicos do Theravada é o Pali, um idioma próximo ao Prakrit, que provavelmente era falado na região central da Índia durante o período do Buda. A maioria dos discursos proferidos pelo Buda foram memorizados pelo Venerável Ananda, o primo direto de Buda e seu assistente pessoal. Pouco depois da morte do Buda (aprox. -544 a.C.), um grupo de 500 monges Arahants – incluindo Ananda – se reuniu para recitar todos os discursos que eles haviam ouvido durante os 45 anos de ensinamento do Buda. Cada discurso (sutta) que foi registrado tem início com a observação evam me suttam – “Assim ouvi”. Esses ensinamentos foram transmitidos dentro da comunidade monástica seguindo uma tradição oral firmemente estabelecida. Em aproximadamente -100 a.C. a Tipitaka foi compilada por escrito pela primeira vez no Sri Lanka por monges escribas. os texto eram escritos sob folhas largas de palmeiras.

É claro que jamais será possível provar que o Cânone em Pali contém as palavras tais como foram ditas pelo Buda histórico. No entanto, a sabedoria contida no Cânone tem servido ao longo de séculos como um guia indispensável para milhões de discípulos na sua busca da Iluminação.

Muitos estudantes do Theravada descobriram que aprender o idioma Pali – mesmo que seja um pouco aqui ou ali – aprofunda em muito o entendimento dos ensinamentos e do caminho da Prática.

O Theravada vem para o Ocidente 

Até o final do século 19 os ensinamentos do Theravada eram pouco conhecidos fora do Sul e Sudeste da Ásia onde eles floresceram durante quase 2.560 anos. No século 20 no entanto o Ocidente começou a tomar contato com o singular legado espiritual do Theravada e os ensinamentos da Iluminação. Em décadas mais recentes esse interesse aumentou significativamente, tendo a Sangha monástica das diferentes escolas dentro do Theravada estabelecido dezenas de monastérios na Europa e na América do Norte. Além disso um crescente número de centros de meditação leigos, que operam independentemente da Sangha, têm surgido para atender as demandas de leigos – Budistas ou não – que buscam aprender sobre aspectos selecionados dos ensinamentos do Buda, em particular a meditação Vipassana.

A chegada do século 21 apresenta tanto oportunidades como perigos para o Theravada no Ocidente: os ensinamentos do Buda serão estudados pacientemente e colocados em prática, de forma que possam fincar raízes no Ocidente e beneficiar as futuras gerações ? O clima popular que prevalece hoje de “abertura” e intercâmbio entre as diferentes tradições religiosas conduzirá ao surgimento de uma nova e sólida forma de prática Budista típica desta era moderna ou, simplesmente levará à diluição e confusão desses ensinamentos preciosos? São questões em aberto que somente o tempo poderá responder.

Felizmente, o Buda nos deixou algumas diretrizes muito simples e claras para nos auxiliar a encontrar o caminho nesse labirinto de ensinamentos supostamente Budistas que estão disponíveis atualmente. Sempre que você questionar a autenticidade de algum ensinamento em particular, preste atenção ao conselho que o Buda deu à sua madrasta:

“Gotami, as qualidades que você provavelmente conhece, ‘Essas qualidades conduzem à cobiça, não ao desapego; a estar agrilhoada, não a estar livre dos grilhões; ao acúmulo, não à renúncia; ao engrandecimento pessoal, não à modéstia; à insatisfação, não à satisfação; ao enredamento, não ao isolamento; à preguiça, não a estimular a energia; a ser um incômodo, não a não ser um incômodo’: Você deve definitivamente entender, ‘Isto não é o Dhamma, isto não é o Vinaya, essas não são as instruções do Mestre.’

“Quanto às qualidades que você provavelmente conhece, ‘Essas qualidades conduzem ao desapego, não à cobiça; a estar livre dos grilhões, não a estar agrilhoada; à renúncia, não ao acúmulo; à modéstia, não ao engrandecimento pessoal; à satisfação, não à insatisfação; ao isolamento, não ao enredamento; a estimular a energia, não à preguiça; a não ser um incômodo, não a ser um incômodo: Você deve definitivamente entender, ‘Isto é o Dhamma, isto é o Vinaya, essas são as instruções do Mestre.'”

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