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Três Raízes do Bem no Budismo

Posted on 26/04/202626/04/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Narada Thera – Abhidhammata Sangaha

TRÊS RAÍZES DO BEM

Alobha, Adosa e Amoha são as três raízes do bem. Amoha não é mencionada entre as dezenove Belas Cetasikas porque está implícita em Panna — sabedoria. O livro Atthasalini oferece uma descrição vívida dessas três virtudes da seguinte forma:

“Dentre essas três, Alobha tem a característica de não apego da Mente a um objeto, ou de não se fixar como uma gota d’água em uma folha de lótus. Sua função é a não apropriação, como um Bhikkhu (Arahant) emancipado. Sua manifestação é o desapego, como um homem caído na imundície.

Adosa tem a característica de não ser grosseiro ou estar ressentido, como um amigo agradável. Sua função é a supressão do incômodo ou da febre, como o sândalo. Sua manifestação é a ausência de amor, como a lua cheia. A característica, função, etc., de Amoha foram explicadas em conexão com o termo Paniiindriya (Faculdade da Sabedoria). Dessas três, novamente, Alobha se opõe à mácula do egoísmo, Adosa à mácula da impureza (dusnlya), Amoha ao não desenvolvimento das condições morais.

Alobha é a causa da generosidade, Adosa da moralidade, Amoha é a causa da Meditação.

Por meio da Alobha (não-ganância), não se toma o que é excessivo, pois os gananciosos é que tomam aquilo que vai além do necessário.
Por meio da Adosa (não-aversão), não se toma o que é insuficiente, pois os odiosos é que tomam aquilo que falta.
Por meio da Amoha (não-delusão), toma-se o que é puro, pois os deludidos é que tomam o que é impuro.

Por meio da Alobha, reconhece-se uma falta manifesta como falta e admite-se tal qual é, enquanto os gananciosos a ocultam.
Por meio da Adosa, reconhece-se uma virtude manifesta como virtude e admite-se tal qual é, enquanto os odiosos a apagam.
Por meio da Amoha, reconhece-se o que realmente é como tal e se admite, enquanto os iludidos tomam o falso por verdadeiro e o verdadeiro por falso.

Por meio da Alobha, não há tristeza decorrente da separação de algo amado, pois o apego é da natureza do ganancioso, assim como a incapacidade de suportar essa separação.
Por meio da Adosa, não há tristeza decorrente da associação com algo não amado, pois a aversão é da natureza do odioso, assim como a incapacidade de suportar essa associação.
Por meio da Amoha, não há tristeza por não se obter o que se deseja, pois é da natureza do deludido pensar: “De onde poderia vir?” e coisas assim.

Por meio da Alobha, não há tristeza pelo renascimento, pois a Alobha se opõe ao desejo, e este é a raiz do renascimento.
Por meio da Adosa, não há tristeza pela decadência, pois os muito odiosos envelhecem rapidamente.
Por meio da Amoha, não há tristeza pela morte, pois uma morte confusa é dolorosa — e essa morte não ocorre para os não-deludidos.

Há vida harmoniosa: para os leigos, por meio da Alobha; para os reclusos, por meio da Amoha; e para todos, por meio da Adosa.

Em particular, por meio de Alobha, não há renascimento no plano de Petas (análogo a anjos maus); visto que os seres geralmente nascem entre Petas (análogo a anjos bons) por meio do desejo. Alobha é a antítese do desejo. Por meio de Adosa, não há renascimento no Niraya (Estado de Lamentação). Por meio do ódio, que é de natureza grosseira, os seres nascem em estados de sofrimento que se assemelham ao ódio. Adosa é a antítese do ódio. Por meio de Amoha, não há renascimento no plano animal. Sempre sujeitos à completa ilusão por meio da ignorância, os seres nascem entre os animais. Amoha é a antítese da ignorância.

Dentre eles, Alobha dissuade a aproximação da luxúria; Adosa, o recuo por ódio (ou raiva); Amoha, a indiferença estóica por ignorância. Além disso, por meio desses três, surgem respectivamente estas três noções: a de renúncia, a de não-ira (não-raiva) e a de inofensividade; e a de repugnância, a de imensurabilidade e os elementos fundamentais (Dhatu).

Por meio de Alobha, o extremo da indulgência nos prazeres sensuais é inibido; por meio de Adosa, o da automortificação. Por meio de Amoha, há disciplina de acordo com o Caminho do Meio.

Da mesma forma, por meio de Alobha, o vínculo corporal da cobiça (Abhijjha Kayagantha) é destruído; por meio de Adosa, o desejo de más intençõesl; e por meio de Amoha, os dois restantes. Os dois primeiros estados de Atenção Plena são alcançados pela potência dos dois primeiros, e os dois últimos pela potência do terceiro.

Neste contexto, Alobha é propício à saúde, pois a pessoa desapegada não se volta para o que é atraente, mas sim adequado — daí resulta a saúde. Adosa é propício à juventude, pois a pessoa desapegada permanece jovem por muito tempo, não sendo consumida pelo fogo da raiva que causa rugas e cabelos grisalhos. Amoha é propício à longevidade, pois a pessoa não iludida, distinguindo entre o que é agradável e desagradável, evita o último e utiliza o primeiro, vivendo longamente.

Alobha é propício à aquisição de riqueza, pois pela generosidade a riqueza é obtida. Adosa é propício à aquisição de amigos, pois pela bondade amorosa os amigos são conquistados e não são perdidos. Amoha é propício às realizações pessoais, pois a pessoa não deludida, fazendo apenas o que lhe é benéfico, regula a si mesma.

Alobha é propício à vida divina, Adosa à vida de Brahman e Amoha à vida ariana (mestre).

Por meio de Alobha (não-ganância), a pessoa encontra paz ao adquirir riquezas entre os seres e coisas de seu próprio grupo, pois a destruição deles não lhe causa sofrimento, já que não há apego excessivo.
Por meio de Adosa (não-aversão), entre aqueles que pertencem a outros grupos, a pessoa é feliz, pois quem não possui laços de amizade excessivos está livre de sentimentos de má vontade, mesmo diante das pessoas hostis.
Por meio de Amoha (não-delusão), a pessoa é feliz entre aqueles que pertencem a um grupo neutro, pois o indivíduo não deludido está livre de todo apego.

Por meio de Alobha, há discernimento sobre a impermanência, pois o indivíduo ganancioso não vê a impermanência nas coisas que são impermanentes, devido ao seu desejo de prazer.
Por meio de Adosa, há discernimento sobre o sofrimento, pois aquele com uma disposição amorosa abandonou o apego — causa da aflição — e vê as coisas como dolorosas.
Por meio de Amoha, há discernimento sobre a ausência de alma, pois o indivíduo não-deludido é hábil em compreender as coisas como elas realmente são. Ele vê o grupo dos cinco agregados (Forma, sensação, percepção, formações mentais e Consciência) como desprovido de um EU (guia) permanente.

Assim como a compreensão da impermanência e outros aspectos semelhantes são alcançados por meio desses três estados, da mesma forma esses estados são alcançados pela compreensão da impermanência e outros aspectos semelhantes.

Através da compreensão da impermanência, surge Alobha; através da compreensão do sofrimento, surge Adosa; através da compreensão da ausência de UM EU, surge Amoha.

Quem, de fato, sabendo que isso é impermanente, desenvolveria um desejo por isso? Quem, de fato, percebendo o mal nas coisas, desenvolveria outro mal causado por uma raiva excessivamente violenta? Quem, de fato, percebendo a vacuidade da alma, cairia novamente em completa delusão?

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