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Abandonando os Obstáculos (AN I.1-26)

Posted on 06/04/202606/04/2026 by Edmir Ribeiro Terra

Sutta Pitaka

“Bhikkhus, não vejo nenhuma outra coisa como o sinal do atrativo, por conta do qual o desejo sensual que ainda não surgiu surge, e o desejo sensual que já surgiu aumenta e expande. Aquele que dá atenção sem sabedoria ao sinal do atrativo, o desejo sensual que não surgiu surge, e o desejo sensual que já surgiu aumenta e expande.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como o sinal do repulsivo, por conta do qual a má vontade que ainda não surgiu surge, e a má vontade que já surgiu aumenta e expande. Aquele que dá atenção sem sabedoria ao sinal do repulsivo, a má vontade que não surgiu surge, e a má vontade que já surgiu aumenta e expande.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como: descontentamento, letargia, estirar-se preguiçosamente, sonolência após as refeições, e letargia mental, por conta do qual a preguiça e torpor que ainda não surgiram surgem e a preguiça e torpor que já surgiram aumentam e expandem. Aquele com a mente letárgica, a preguiça e torpor que não surgiram surgem, e a preguiça e torpor que já surgiram aumentam e expandem.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como uma mente inquieta, por conta da qual a inquietação e ansiedade que ainda não surgiram surgem, e a inquietação e ansiedade que já surgiram aumentam e expandem. Aquele com a mente inquieta, a inquietação e ansiedade que não surgiram surgem, e a inquietação e a ansiedade que já surgiram aumentam e expandem.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como a atenção sem sabedoria, por conta da qual a dúvida que ainda não surgiu surge, e a dúvida que já surgiu aumenta e expande. Aquele que dá atenção sem sabedoria, a dúvida que não surgiu surge, e a dúvida que já surgiu aumenta e expande.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como o sinal do repulsivo, por conta do qual o desejo sensual que ainda não surgiu não surge, e o desejo sensual que já surgiu é abandonado. Aquele que dá atenção com sabedoria ao sinal do repulsivo o desejo sensual que não surgiu não surge, e o desejo sensual que já surgiu é abandonado.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como a libertação da mente através do amor bondade, por conta da qual a má vontade que ainda não surgiu não surge, e a má vontade que já surgiu é abandonada. Aquele que dá atenção com sabedoria para a libertação da mente através do amor bondade, a má vontade que não surgiu não surge, e a má vontade que já surgiu é abandonada.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como o elemento do estímulo, o elemento da persistência, e o elemento do esforço, por conta do qual a preguiça e torpor que ainda não surgiram não surgem, e a preguiça e torpor que já surgiram são abandonadas. Aquele que desperta a energia, a preguiça e torpor que não surgiram não surgem, e a preguiça e torpor que já surgiram são abandonadas.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como uma mente quieta, por conta da qual a inquietação e ansiedade que ainda não surgiram não surgem, e a inquietação e ansiedade que já surgiram são abandonadas. Aquele com a Mente quieta, a inquietação e ansiedade que não surgiram não surgem, e a inquietação e ansiedade que já surgiram são abandonadas.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa como a atenção com sabedoria, por conta da qual a dúvida que ainda não surgiu não surge, e a dúvida que já surgiu é abandonada. Aquele que dá atenção com sabedoria, a dúvida que não surgiu não surge, e dúvida que já surgiu é abandonada.”

 “Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que seja tão intratável como uma mente não desenvolvida! Uma mente não desenvolvida é de fato intratável.

“Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que seja tão tratável como uma Mente desenvolvida! Uma mente desenvolvida é de fato tratável.

“Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que conduza a tanto dano como uma mente não desenvolvida! Uma mente não desenvolvida conduz a muito dano.

“Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que conduza a tanto benefício como uma mente desenvolvida! Uma mente desenvolvida conduz a muito benefício.

“Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que traga tanto sofrimento como uma mente não desenvolvida. Uma mente não desenvolvida de fato traz muito sofrimento.

“Eu não vejo nenhuma outra coisa, bhikkhus, que traga tanta felicidade como uma mente desenvolvida. Uma Mente desenvolvida de fato traz muita felicidade.

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando indomada, conduz a tanto dano como a mente. Uma mente indomada conduz a muito dano.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando domada, conduz a tanto benefício como a mente. Uma Mente domada conduz a muito benefício.“

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando desguardada, conduz a tanto dano como a mente. Uma mente desguardada conduz a muito dano.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando guardada, conduz a tanto benefício como a mente. Uma Mente guardada conduz a muito benefício.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando desprotegida, conduz a tanto dano como a mente. Uma mente desprotegida conduz a muito dano.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando protegida, conduz a tanto benefício como a mente. Uma Mente protegida conduz a muito benefício.“

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando incontida, conduz a tanto dano como a mente. Uma mente incontida conduz a muito dano.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando contida, conduz a tanto benefício como a mente. Uma Mente contida conduz a muito benefício.“

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando indomada, desguardada, desprotegida, e incontida, conduz a tanto dano como a mente. Uma mente indomada, desguardada, desprotegida, e incontida conduz a muito dano.”

“Bhikkhus, eu não vejo nenhuma outra coisa que, quando domada, guardada, protegida, e contida, conduz a tanto benefício como a mente. Uma MENTE domada, guardada, protegida, e contida conduz a muito benefício.”

Comentários do monge Thanissaro Bhikkhu acerca do sutta

Esta afirmação gerou muita controvérsia ao longo dos séculos. O Comentário afirma que “Mente” neste caso se refere a bhavanga-citta, mas essa afirmação levanta mais questões do que respostas. Não há referência a bhavanga-citta ou fluxo mental em nenhum dos suttas (isto aparece pela primeira vez no Patthana do Abhidhamma); e como os comentários comparam bhavanga-citta com o sono profundo, por que isso é chamado de luminoso? E por que a compreensão da sua luminosidade seria um pré-requisito para o desenvolvimento da mente? E além disso, se “mente” neste sutta significa bhavanga-citta, o que significaria desenvolver bhavanga-citta?

Outra interpretação iguala a luminosidade da mente com a “consciência sem características,” descrita como “luminosa” no MN 49 e no DN 11, mas esta interpretação também é problemática. De acordo com o MN 49, essa consciência não compartilha nada do mundo descritível, nem mesmo a “Totalidade do Todo,” então como poderia ela estar poluída?

E, como ela não pode ser alcançada até que o objetivo da prática seja realizado, por que a compreensão da sua luminosidade seria um pré-requisito para o desenvolvimento da mente? E uma vez mais, se “mente” neste caso significa a consciência sem características, como pode este sutta falar sobre o seu desenvolvimento?

Uma abordagem mais razoável para compreender a afirmação deste sutta pode ser derivada tomando-a dentro do seu contexto: a mente luminosa é a mente que o meditador está tentando desenvolver. Compreender a sua luminosidade significa compreender que as máculas,como a cobiça, raiva e delusão, não são intrínsecas à natureza da mente, não são uma parte necessária da consciência. Sem essa compreensão seria impossível praticar.

Com essa compreensão, no entanto, a pessoa poderá se esforçar para eliminar as máculas existentes, deixando a mente em um estado que o MN 24 denomina “purificação da Mente.” Isso corresponde ao nível luminoso de concentração descrito no simile do quarto jhana: “E além disso, com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a atenção plena e a equanimidade purificadas.

Ele permanece permeando o corpo com a Mente Pura e Luminosa, de forma que não exista nada em todo o corpo que não esteja permeado pela mente pura e luminosa.” A partir desse estado é possível desenvolver o insight que não somente elimina as máculas existentes mas também desenraiza qualquer possibilidade de que elas possam surgir novamente. Somente nos Estágios da iluminação que vêm depois desse insight será alcançada a “consciência sem características”.

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