Bhikkhu Body
Caminho Adequado para Alcançar o Nibbana (4º sutta)
Bhikkhus, ensinarei a vocês o caminho que é adequado para alcançar o Nibbana. Ouçam…
E qual é, bhikkhus, o caminho que é adequado para alcançar o Nibbana?
O que vocês acham, bhikkhus, que o olho é permanente ou impermanente?
“Impermanente, venerável senhor.”
O que é impermanente é sofrimento ou felicidade?
“Sofrimento, venerável senhor.”
O que é impermanente, sofrimento e sujeito a mudanças pode ser considerado assim: “Isto é Meu (etam mama), isto sou EU(eso ‘ham asmi), isto é meu EU (eso me attã)”?
“Não, venerável senhor.”
(O restante é idêntico ao discurso anterior). O que vocês acham, bhikkhus, da forma…
a consciência visual… o contato visual… qualquer sentimento que surja com o contato visual como
condição permanente ou impermanente? (O restante é idêntico ao discurso acima, mas é apresentado
através das seis bases sensoriais externas: o ouvido… o nariz… a língua… o corpo… a mente).
Vendo assim, bhikkhus, o Nobre discípulo instruído experimenta:
Repulsa pelo olho;
Repulsa pelas formas;
Repulsa pela consciência visual;
Repulsa pelo contato visual;
Repulsa por tudo o que surge com o contato visual como condição – seja agradável,
doloroso ou nem agradável nem doloroso.
(Cada um dos itens a seguir deve ser completado como acima)
O ouvido… o nariz… a língua… o corpo… … a mente.
Experimentando repulsa, ele se torna impassível. Através do desapego, [sua mente] é libertada.
Quando ela é libertada, surge o conhecimento: ‘Está libertada.’
Ele compreende: “O nascimento foi destruído, a vida sagrada foi vivida, o que tinha que ser feito
foi feito, não há mais nada para este estado de ser.”
Este, bhikkhus, é o caminho adequado para alcançar o Nibbana.
Bhikkhu Bodhi
Esta afirmação circula amplamente nas redes sociais: “Buda não era um Deus. Ele nunca afirmou ser um Deus. Ele nunca afirmou ser filho de Deus. Ele nunca afirmou ser um mensageiro de Deus. Ele era um homem que alcançou o Nibbana por meio do esforço humano.”
Mas não lhe dizem que Buda se recusou a ser chamado de humano. Não lhe dizem que ele é o mestre de humanos e deuses, superior a ambos. Não lhe dizem que deuses dos mais altos escalões do céu desceram, se curvaram diante dele e buscaram seu Dhamma. Não lhe dizem que um ser como ele e seu Dhamma são extremamente raros de se encontrar no samsara.
A mídia está inundada de todos os tipos de citações falsas sobre Buda e visões errôneas a respeito do Dhamma. É nosso dever, como budistas, corrigi-las.

